Como parte da programação do Mês Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovações (MNCTI), o entrevistado desta terça-feira (3) foi o diretor-presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), organização social do MCTI, Jorge Almeida Guimarães. Disponível no canal do ministério no Youtube, assim como os outros conteúdos do dia produzidos pela Embrapii, a conversa tratou dos diferenciais da organização e o financiamento da inovação industrial no Brasil.

De acordo com Guimarães, a instituição, que é financiada também pelo Ministério da Educação e o Ministério da Saúde, atua desde 2013 utilizando o modelo da tríplice hélice: aproximando governo, empresas e academia. A organização surgiu da avaliação de que as empresas brasileiras precisavam do acesso a centros de pesquisa e desenvolvimento (P&D) para produzir inovação.

 A concepção da Embrapii partiu do questionamento sobre por que poucas empresas industriais no Brasil produziam inovação, pesquisa e desenvolvimento. No mundo inteiro, quase 90% das patentes partem das empresas. A constatação foi que a grande maioria das empresas industriais não tem centros de P&D. Como consequência, elas não fazem pesquisa aplicada, não produzem inovação, não contratam pessoal mais qualificado, o que não gera as patentes”, afirmou.

O diretor da Embrapii explicou que a organização foi inspirada no modelo alemão de inovação da sociedade Fraunhofer e destacou como diferenciais de atuação a escolha das unidades de pesquisa que serão credenciadas, a flexibilidade e ausência de burocracia.

“A Embrapii tem hoje 61 unidades, que são centros de pesquisa, cada um com 20 ou mais pesquisadores seniores empregados dessas instituições, que são as universidades, institutos de pesquisa públicos e privados sem fins lucrativos. A partir disso nós oferecemos à empresa esse instrumento. Outros diferenciais são a agilidade na interação empresa-academia, a flexibilidade e a ausência de burocracia. A Embrapii trabalha com burocracia praticamente zero para facilitar a operação com as empresas”.

Guimarães também apresentou dados que comprovam o crescimento da instituição e o interesse de outros ministérios em fazer parte do mesmo modelo. “Quando começamos foram 3 unidades escolhidas como piloto. Nesses 6 anos estamos em 61 unidades, crescimento de 20 vezes. No começo eram 9 empresas, hoje são 713 empresas. Projetos eram 9, hoje são 1.048. Projetos finalizados já são 636. Recursos aplicados, no começo foram R$ 11 milhões. Agora no final de setembro batemos R$ 1,58 bilhões”, listou.

Outra avaliação do diretor da Embrapii foi a importância das startups no cenário da inovação, que se tornaram, segundo ele, um caminho seguro para muitas empresas grandes financiarem a inovação. A organização também atua no apoio a startups por meio das unidades Embrapii. “A startup Embrapii, nós temos um acordo com o Sebrae, nesse modelo, esses jovens estão situados dentro da unidade Embrapii, cercados por pesquisadores seniores que ajudam esses projetos a se manterem. As pessoas têm ali um acesso direto aos especialistas. As startups são algo que nós estamos apostando muito”.

Para saber como receber apoio da Embrapii e quais as unidades credenciadas em todo o Brasil acesse o site https://embrapii.org.br/

Acompanhe também a programação do Mês Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovações na página snct.mcti.gov.br

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