O novo diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Clezio Marcos de Nardin, tomou posse nesta sexta-feira (9), na sede do instituto, em São José dos Campos (SP). Durante a solenidade, Clezio Nardin destacou que o Inpe faz uma atividade que a sociedade compreendeu ser fundamental para o país e terá uma atuação múltipla nos próximos quatro anos.  

“O instituto tem recebido bastante destaque recentemente por informações prestadas ao estado brasileiro, acompanhado de criticas e de desafios. Mas o Inpe faz isso e muito mais”, afirmou o novo diretor do Inpe. Para exemplificar, Nardin citou a atuação do instituto em pesquisas e estudos sobre o espaço, derramamento de óleo no litoral do brasileiro e construção de satélites. “São muitas e múltiplas as faces de trabalho que ocuparão os próximos quatro anos da agenda de trabalho do Inpe”, reforçou.

O novo diretor vai comandar a unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) pelos próximos quatro anos. Ele assume o cargo depois de um processo de reestruturação do INPE, realizado nos últimos meses com o objetivo de melhorar a gestão da entidade, dar mais eficiência aos projetos estratégicos e adequar a estrutura à quantidade de pessoal e orçamento.

O ministro de Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes,  destacou que o Inpe presta vário serviços ao país e que a reestruturação vai torná-lo cada vez mais eficiente, com projetos e programas prioritários  para o desenvolvimento nacional. “Estamos em um momento importante para o setor espacial brasileiro. O Inpe é essencial para que nós tenhamos o programa espacial que sonhamos ter.”

O ministro disse que uma das atividades do instituto é olhar para o planeta. Segundo ele, é importante compartilhar dados, ideias e sentimentos na busca por resultados. “A nossa Terra precisa de bastante atenção neste momento. A pandemia deixou clara a importância da ciência, da tecnologia e da inovação para vencer os impactos causados pelo vírus e trazer o Brasil para uma posição de destaque.”

Nova estrutura

Ex-diretor interino do Inpe nos últimos 14 meses, Darcton Damião ressaltou o processo de reestruturação do órgão realizado durante sua gestão, que reagrupou 15 estruturas em 7 órgãos subordinados à direção, e criou uma coordenação específica para cuidar dos programas de ensino, pesquisa e extensão da entidade. “Foram 14 meses bastante intensos que vão deixar resultados duradouros.”

Durante a solenidade também foi realizada uma apresentação sobre o sistema de monitoramento do Inpe na Amazônia e no Cerrado brasileiro. O trabalho, que teve início há mais de 30 anos, monitora por meio de satélites o processo de degradação dos biomas provocado por desmatamento e queimadas. Atualmente, o monitoramento das áreas degradadas e os alertas de desmatamento são realizados pelo projeto Prodes e pelos sistemas Deter e Deter Intenso.

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